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... para comemorar essa semana e sempre: é Dia dos Namorados!

Resumo
Goste de si mesmo, enfeite-se e cuide-se sempre, respeite suas crenças e limitações, descubra-se realizado com suas conquistas pessoais e profissionais, cultive o bom-humor, cative sua cara-metade todos os dias: acho que essa é uma receita infalível para termos sempre o que comemorar num Dia dos Namorados...
Enviada por Célia Leão em 24/07/2009
Esta semana é a semana em que, aqui no Brasil, comemoramos o Dia dos Namorados. E vou pedir licença a vocês para uma homenagem especial ao meu namorado...
Já lá se vão quase vinte anos que ele é o meu namorado. E, olha, valeu, tem valido a pena e estou certíssima que tenho um futuro de comemorações à minha frente.
Agradeço à vida o dia em que conheci este homem maravilhoso que, até hoje, posso chamar de namorado. E reconheço que, nesses anos todos, os momentos vividos juntos não foram somente flores mas...ainda assim, só tenho o que celebrar.
Como a maioria das mulheres de minha idade, fui criada para crescer, ser moça educada e "prendada", estudar e...encontrar um príncipe encantado provedor de todas as minhas necessidades e responsável por viver comigo e me fazer feliz até que a morte dele me separasse - não é isso mesmo?
Casei-me, vivi feliz durante um tempo e, inaugurando essa idéia na família, me separei: foi complicado, um abalo nas estruturas familiares mas, havia eu percebido que o casamento tinha sido um engano - bati o pé e "inaugurei" na família o estado civil "desquitada".
E então - surpresa! - conheci meu namorado! Tinha, à época o "perfil" do marido ideal dentro dos padrões nos quais rezavam mãe e pai: jovem, trabalhador, já um executivo, educado, atencioso. E acho que minha mãe deve ter ficado felicíssima por eu, finalmente, ter lhe dado o "genro" ideal.
E esse genro, devagar devagarinho começou a mostrar no que acreditava: numa mulher independente, que fosse capaz de prover suas próprias necessidades, que tivesse vida própria e que não fosse dependente dele em nenhum ângulo - econômico, psicológico, afetivo. Bomba!!! Como foi difícil!
Mas, paulatinamente, comecei a ver que acho que ele estava certo e também muito devagar, comecei a caminhar com minhas próprias pernas, pagando minhas despesas, mantendo-me, alimentando minhas amizades independentemente de serem comuns a ele também, viajando sozinha, fazendo minhas escolhas, trabalhando minha auto-estima - foi duro, difícil, um longo caminho mas - olhem - valeu a pena!
E no ano passado, li numa revista uma crônica que dissertava sobre o que é ser feliz e como se faz para que a "alma gêmea" cruze nosso caminho. E na crônica a escritora (ou escritor, já não me lembro mais) dizia que, no dia em que nos percebermos boas companhias para nós mesmos, no dia em que começarmos a levantar da cama e nos arrumar um pouco mais, nem que seja para ficar em casa, no dia em que nos sentirmos felizes e realizados com nossas atividades profissionais, com nossa vida no geral, que, nesse dia, a alma gêmea tem tudo para cruzar nosso caminho...A crônica dizia ainda que é muita deslealdade e irresponsabilidade de nossa parte quando "transferimos"para o parceiro a obrigação de nos fazer feliz e realizados e que não há ser humano na face da Terra que consiga viver bem com um peso desses sobre os ombros.E que inúmeros relacionamentos não vão adiante exatamente porque é isso o que fazemos e que enquanto isso ocorrer, só haverão frustrações e desapontamentos como resultado...
Pense nisso - nesse dia 12 de junho comemore - só ou acompanhado! Se você tem uma companhia, que ótimo! Reflita sobre quanto vocês têm sido felizes lado a lado (e não aquela felicidade "dependente") - se a contagem for pequena, descubra todos os motivos que você tem para comemorar e ser feliz, sem pensar no quanto seu parceiro fez para isso. E para aqueles que estão sem companhia, sugiro que se presenteiem, que saiam para uma volta em algum lugar bonito, que se proporcionem um jantar especial: descubra todos os motivos que o levam a fazer isso, enxergue todas as suas qualidades e potencialidades, faça um balanço de quanto você caminhou e construiu em sua vida até agora e, feito isso, saia e comemore - de repente, quando você descobriu-se boa companhia para si mesmo, é capaz de começar seu jantar sozinho e tomar seu café à mesa já com companhia.
Entenderam agora porquê foi que eu disse que só tenho a comemorar? Sou feliz porque nesses vinte anos, tenho ao meu lado um homem que me fez perceber tudo aquilo de que eu era capaz, um homem que jamais, em tempo algum, quis minar minha confiança ou minha auto-estima, um companheiro que incentiva meus cuidados pessoais e me cobra quando, eventualmente, descuido de algo. Tenho ao meu lado um cavalheiro - homem delicado, atencioso, que me deu colo na vida nos momentos em que eu realmente disso precisava e que soube ser duro comigo quando percebia que eu estava fraquejando. Meu namorado tem um bom-humor inacreditável e rimos muito juntos - quase que o tempo todo. Percebo também que somos absolutamente diferentes um do outro mas, como aqui impera o respeito, as diferenças só nos servem como instrumentos de reflexão acerca de nossas crenças e verdades.
Talvez - ou melhor - é bem provável que na quarta-feira, 12 de junho estejamos ocupados com nossas atividades profissionais, cada um em um canto da cidade. E também é quase certo que não consigamos nos ver para a comemoração formal da data. Quem se importa? Ele lá e eu cá certamente estaremos felizes, nos sentindo unidos e sabidamente comemorando, como fazemos sempre, o fato de estarmos juntos. É claro que, assim que possível, será feita alguma comemoração mais formal - com presentes, agrados, uma roupa mais especial - todas aquelas coisas que jamais devem deixar de ser feitas para que uma relação jamais perca o encanto.
Goste de si mesmo, enfeite-se e cuide-se sempre, respeite suas crenças e limitações, descubra-se realizado com suas conquistas pessoais e profissionais, cultive o bom-humor, cative sua cara-metade todos os dias: acho que essa é uma receita infalível para termos sempre o que comemorar num Dia dos Namorados...
Boa semana para você! E... obrigada, José Antônio, por ser parte de minha vida!
Autor: Célia Leão www.etiquetacelialeao.com.br, publicado com autorização.

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