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"Conheci sites Modernos, troquei informações, contribui com novas dicas e trouxe mais amigas que assim como eu estão todas sintaligadas. Meus parabéns e um grande beijo para toda a equipe Sintaliga." Silvia Cristina Pliopas - Abril 2008 – Clique Aqui! Para ver outros depoimentos


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Mulheres com M Maiúsculo - Fevereiro 2008

Falar de um assunto MUITO importante para nós Mulheres: A Nossa Saúde.

Com essa proposta, a entrevistada do mês de Fevereiro é Maria Conceição Santos, a Con para os íntimos, uma "Mulher com M Maiúsculo".
E o tema é: Cancêr de Mama

Sintaliga: Em primeiro lugar gostaríamos de agradecê-la pela sua disposição e coragem de falar sobre um tema que não é muito comentado, mas que faz parte do nosso dia-a-dia.
Essa entrevista serve como um alerta para as Mulheres e também, quem sabe, para os homens que possam ter uma irmã, prima, namorada, etc... que estejam passando por uma situação dessa.

Con
: Gostaria de agradecer o convite e espero que a vivência que tive com essa doença possa ajudar alguém que esteja passando pelo que passei.

1. Você fazia os exames periódicos que todas as Mulheres devem fazer anualmente?
Con: Sim, eu sempre fui uma pessoa muito cuidadosa com a minha saúde. Todo início de ano eu fazia um check up e agendava consulta com alguns médicos entre eles meu ginecologista que também e mastologista e fazia os exames de rotina.

2. Quando/Como você descobriu que estava com Câncer de Mama?
Con:Em fevereiro de 2001, quando estava próximo de agendar nova consulta, notei que estava acontecendo algo estranho comigo, no período de uma semana percebi que no meu sutiã, da mama direita, havia manchas muito pequenas de sangue, conversei com duas amigas sobre o que estava acontecendo comigo, elas disseram que ter secreção pode até acontecer, mas secreção com sangue não era normal e que eu agendasse uma consulta o mais rápido possível com meu médico.
Fui ao médico e relatei o ocorrido, ele me examinou e pediu que fizesse uma bateria de exames, quando retornei à consulta com os resultados, pela fisionomia dele ao lê-los percebi que o caso era sério, pedi a ele que não omitisse nada sobre o resultado. Ele explicou o que estava acontecendo, disse que poderia ser câncer, mas que para ter certeza teríamos que realizar uma cirurgia para biópsia, agendei a biópsia para dois dias depois, num sábado.
Uma semana após a biópsia fui ao consultório para tirar os pontos e saber o resultado, ele me preparou para dar a notícia e disse que eu tinha um carcinoma intra-ductal, um tipo raro de câncer de mama e que ainda bem que ele se manifestou através da secreção no mamilo, pois o câncer quando descoberto logo no início tem grande chance de cura e que ele próprio já havia passado por isso, tinha tido um câncer na garganta e como diagnosticou logo no início e fez a cirurgia e os tratamentos necessários, estava curado e vivendo a vida normalmente.

3. Qual foi a sua 1ª reação?
Con: Eu como continuava levando minha vida normalmente, naquele dia tinha ido trabalhar e fui ao consultório sozinha, quando ele falou o resultado da biópsia minha reação foi perguntar qual seria o próximo passo, por que eu não tinha mais tempo a perder, tinha que correr contra o tempo. Ele disse que teríamos que realizar uma cirurgia chamada quadrantectomia, que é a retirada de mais ou menos um quarto da mama e o esvaziamento da axila direita.
Saí do consultório com a cirurgia agendada, o chão parecia que tinha sumido dos meus pés, eu não sabia se voltava para o trabalho, se ligava para a minha família para dar a notícia, fiquei andando sem rumo perdida nos meus pensamentos.

4. Como foi o tratamento?
Con: Tudo aconteceu muito rápido, foram 15 dias entre a primeira consulta e a cirurgia, fiquei internada 3 dias, no 16º dia voltei a trabalhar. Após 45 dias da cirurgia meu médico me encaminhou a uma médica oncologista para dar seqüência no tratamento.
A oncologista me pediu outra bateria de exames, quando retornei a consulta ela disse que como no esvaziamento da axila os linfonodos não foram localizados, não tinha como saber se existia metástase em outros órgãos do corpo, e que a indicação era 4 sessões de quimioterapia para proteger o sistema imunológico.
Quando terminei as sessões de quimioterapia, fazia uma sessão a cada 3 semanas, ela me encaminhou para um médico especialista em radioterapia.
Esse médico solicitou que eu fizesse 28 sessões e quando terminei, fui encaminhada novamente à oncologista.
Com a oncologista faço o controle até hoje, nos 5 primeiros anos, no período de 6 em 6 meses realizava uma bateria de exames e também tomava remédio a base de Tamoxifeno. Após o 5º ano parei de tomar o remédio e agora faço os exames anualmente até completar 10 anos, como já se passaram 7 anos ainda tenho mais 3 anos de controle.

5. Para quem você contou?
Con: Para a minha família e para as pessoas que eu considero minhas amigas, tem pessoas que nem ousam falar o nome câncer de tanto pavor que tem dessa doença, naquele momento eu precisava de energia positiva e não de pessoas com pena de mim, não procurei grupos de apoio, nem fiquei falando sobre o assunto, apenas toquei minha vida como sempre fiz, preferi fazer todo o tratamento trabalhando para ocupar minha mente, porque se ficasse de licença iria ficar pensando no assunto o tempo todo e poderia até entrar em depressão.

6. Como você acha que as pessoas devem lidar com uma situação dessas?
Con: O ideal é que sigam todas as recomendações médicas, realizem os exames, cirurgias e todo o tratamento necessário, sei que é um tratamento invasivo, sofrido, mas que através dele temos grandes chances de cura e de levar uma vida normal.

7. O que mudou na sua vida?
Con: Durante essa fase repensei a minha vida, o que eu estava fazendo com ela, as vezes a gente liga a vida no piloto automático e não percebe as coisas que estão acontecendo, sejam elas boas ou más, pequenas ou grandes. Hoje eu não peço nada a Deus, só agradeço por Ele ter me dado a oportunidade de continuar vivendo, a vida é bela nós é que não sabemos aproveitá-la.

8. Agora, depois de 7 anos, que tudo passou como você se sente?
Con: Tudo isso que aconteceu foi um momento muito meu. Foi um momento de reflexão, de aprendizado, de auto-conhecimento, de valorizar as pequenas coisas, os pequenos gestos e atitudes, tive muito amor, carinho e apoio da minha família e de amigos que estiveram ao meu lado o tempo todo, rezando, torcendo para que tudo desse certo.

9. Você gostaria de falar mais alguma coisa?
Con: Eu desejo que ninguém passe pelo que passei, mas tanto a saúde quanto a doença fazem parte da vida, qualquer que seja a doença faça o que for necessário, confie no seu médico, no avanço da medicina e dos medicamentos, acredite na cura e tenha fé no seu Deus.

Con, muito obrigada pela entrevista!
Sempre te admirei a te admiro ainda mais. Te Adoro!
Beijos e Obrigada
Tat Vegi


Observação: Se você quiser sugerir uma Mulher com M Maiúsculo para ser entrevistada pela Sintaliga envie um e-mail para sintaliga@sintaliga.com.br com o nome, e-mail e telefone dela e a sua justificativa. Obrigada!

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Em 2005 aconteceram 150.714 Divórcios concedidas em 1ª instância no Brasil. Desses 68% foram Consensuais. Dos Não Consensuais 51% foram requeridas pelas Mulheres. Fonte: IBGE

 

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