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Como fazer-se querido entre amigos e parentes

Resumo
Espero que nessa semana reflitamos um pouco sobre nossa generosidade para com nossos amigos - temos feito nossa parte e temos nos feito presentes na vida daqueles que nos são caros? Temos retribuído com prazer e generosa alegria a todos os convites que recebemos ultimamente? Em horas mais difíceis de outras pessoas temos sido generosos e estado presentes para que a dificuldade do outro possa ser amenizada?
Enviada por Célia Leão em 24/07/2009
Sei que você, leitor, assim como eu, tem amigos e também tem família.E como "faz parte do pacote", deve ter aqueles que, aliás, você até tem visto pouco( assim como eu também - e por motivos bastante óbvios e lógicos! ) e que, todas as vezes que se encontra com você ou recebem uma ligação sua, antes mesmo de expressar a alegria por vê-lo ou então ouvi-lo, já vem desfiando um rosário de cobranças e reclamações sobre todas as hipotéticas razões pelas quais você não os procurou antes...E é duro de agüentar, não é mesmo?
Refletir um pouco sobre isso certamente fará bem a nós mesmos e a todos aqueles parentes e amigos que muitas vezes não percebem quão chatos e inconvenientes se tornam a cada nova cobrança ou reclamação!
RECOMENDAÇÕES AOS QUE VIVEM COBRANDO:
. amizade e presença constante não podem, nem devem ser cobrados de quem quer que seja: se você está sentindo falta da pessoa, ligue você para ela ou ainda, faça você a visita ou, quem sabe, o convite;
. as pessoas de modo geral têm trabalhado muito mais ultimamente do que há alguns anos atrás - tente ser compreensivo e, se isso não acontece com você, não pense que você é modelo de comportamento e seja mais consciente de como a vida anda ao seu redor;
. se os convites de um determinado amigo têm-se escasseado, quem sabe não seja tempo de refletir um pouco sobre os motivos: será que você não é aquela pessoa que só recebe convites e que quase nunca os retribui? As pessoas se cansam de gente assim - e, olhe: com toda a razão,viu?
. a amizade é um sentimento que aumenta e se solidifica com o tempo e isso, em nenhum momento autoriza pessoa nenhuma a tentar solidificar esse sentimento "na marra": não somos donos de nossos amigos, não podemos controlar seus passos, seus sentimentos, suas ocupações - deixe que o tempo se incumba de fazer com que tudo caminhe da maneira que deve ser!
. parentesco também é algo que é parte de nossa bagagem genética: não necessariamente porque sou parente de uma pessoa tenho afinidades e empatia com ela e o simples fato de ter parentesco com alguém não significa convivência obrigatória com aquela pessoa. Nas datas e ocasiões em que isso se fizer necessário, que a convivência aconteça de forma polida, educada e civilizada e, tirando essas situações, que o afeto genuíno e as afinidades incumbam-se de aproximar você de parentes.

Perdi meu pai, infelizmente, há uns meses atrás. E a doença dele e, posteriormente, sua morte foram lições de grande valia para mim. Esses momentos me fizeram ver, de uma forma bem nítida e clara, quais eram os meus genuínos amigos e quem são os parentes com os quais posso, de fato, contar nessa vida.
E essas constatações não me tornaram amarga, nem deprimida: acredito que, na vida, a melhor coisa é mesmo a verdade.
Desde então, sou sim, bem mais seletiva diante da vida: faço questão do convívio, agrado e quero perto os amigos e os parentes que, num momento difícil para mim, tiveram a sensibilidade de perceberem que eu precisava deles todos ali, ao meu redor. Para estes, minha casa é sempre aberta, por menor que seja o meu tempo livre; para estes dou sempre um jeitinho de encontrar um motivo qualquer que implique num convite que os coloque próximos de mim.Quanto aos outros, asseguro que nunca cobrei a ausência de ninguém: cada um de nós, na vida, tem suas atribulações, seus problemas e o direito de fazer suas escolhas mas, diz a frase sábia que toda a escolha tem seu preço. Assim, dessa ala de conhecidos e de parentes, não admito cobranças - da mesma forma que devemos saber respeitar as escolhas e limitações das pessoas, do mesmo jeito temos o direito de não nos vergarmos à cobranças, chantagens emocionais e lamúrias pois aqui plantamos e aqui colhemos.
Espero que nessa semana reflitamos um pouco sobre nossa generosidade para com nossos amigos - temos feito nossa parte e temos nos feito presentes na vida daqueles que nos são caros? Temos retribuído com prazer e generosa alegria a todos os convites que recebemos ultimamente? Em horas mais difíceis de outras pessoas temos sido generosos e estado presentes para que a dificuldade do outro possa ser amenizada? O quanto, ultimamente, temos nos aproximado das pessoas por aquilo que elas são e não por conta do que elas têm ou do cargo que elas ocupam?
Se as respostas às perguntas acima foram todas positivas e com alguns números em nossas listas, temos feito nossa parte! E podemos sim, nos aborrecer com os pretensos amigos e os parentes chatos que, de forma egoísta e limitada não conseguem enxergar um palmo além de seus próprios umbigos e que, numa atitude mal educada e ego-centrada só sabem é cobrar de outros atitudes que eles mesmo nunca praticam - que nosso afastamento possa ser um instrumento de reflexão que os faça mudar de postura diante da vida pois, do contrário, o final dos chatos é, invariavelmente, a solidão!
Autor: Célia Leão www.etiquetacelialeao.com.br, publicado com autorização

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