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Gaurdando a caixa no armário

Resumo
Como lidar com algumas questões que somos obrigadas a finalizar, querendo ou não...
Enviada por Izilda Camargo em 31/07/2009
Mês que vem completará um ano que retomei a terapia. Santa e salvadora terapia.

Terapia é mesmo o lugar pra expulsar os demônios e adestrar os filhotinhos que vão ficando, e eu também acho que deveria ser OBRIGATÓRIO por pelo menos 3 meses e ninguém mais ia deixar de fazer até receber alta, além disso, o mundo ia ser muito, muito melhor para se viver.

Em 2005 eu fui apresentada a ela (a terapia) que tão eficientemente é conduzida pela querida Fabrícia, minha terapeuta. Ficamos domesticando, doutrinando e organizando as idéias durante algum tempo, mas antes do previsto eu interrompi as sessões e depois de uma pausa de, sei lá, uns onze meses, voltei correndo, na verdade, me arrastando.

Quanto ao foco, na verdade ele não muda, a gente camufla o motivo e vai falando de outro até chegar ao ponto que realmente nos leva a procurar ajuda (pode acreditar: palavra de quem já está escolada no assunto). E isso não é ruim, porque esse subterfúgio nos ajuda a ter o prazo necessário e se encorajar para falar sobre aquilo que mais nos aflige.
Não é fácil, é cansativo e às vezes até machuca, mas vale à pena.

E num dia desses, a Angélica, que, como o nome já diz é um anjo na minha vida, disse mais ou menos o seguinte:

“... alguns assuntos, Zil, devem ser guardados numa caixa. Você não precisa ser jogar fora, fazem parte da sua vida, só não servem mais. Então, guarde numa caixa e coloque em cima do armário, num lugar que só de pensar em pegar a escada pra tirar a caixa de lá já te dá preguiça, então deixe a caixa lá. Um dia você vai fazer uma limpeza e quando perceber já vai ter condição de decidir se a caixa continua ou se pode ir pra outro lugar...”

Pensei muito nisso e cheguei à seguinte conclusão: não é tão fácil colocar em cima do armário algumas caixas, tem todo um processo: pega a história, olha pra ela, fica com dó ou medo de guardar, depois coloca na caixinha, daí fica olhando mais um pouquinho pra ela antes de colocar a tampa e finalmente ficamos com essa caixinha no colo por um tempo até conseguir pegar a escada, encostar-se ao armário, subir o degrau, esticar o braço e empurrar lá pro fundo...

Viu só como não é fácil? Isso também é trabalhoso. Mas é claro, não é necessário se cobrar tanto, a gente vai trabalhando o assunto na terapia e na hora certa essa caixinha sobe.

Eu estou com uma caixa aqui, bem no meu colo neste momento. Já fechei e já peguei a escada, mas ainda está faltando um pouquinho de força pra subir e colocar em cima do armário, mas sei que vou fazer isso... Antes mesmo de a chuva passar...

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Em 2004, foram realizados 806.968 casamentos no Brasil, 7,7% a mais do que em 2003. Esse crescimento vem ocorrendo desde 2001 e resulta, em parte, de casamentos coletivos, frutos de parcerias entre as prefeituras, cartórios e igrejas, com o objetivo de legalizar as uniões consensuais. Fonte: IBGE

 

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