Sintaliga - Dicas para Mulheres

Cadastre-se   Convide Amigas   Divulgue seu Blog   Envie Dicas   Envie Textos  

  login:   senha:  
Esqueci minha senha    
Bem-estar, Saúde e Beleza
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Casa e Maternidade
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Eu Mulher
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Lazer, Cultura e Viagem
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Paixão, Sexo e Amor
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Profissão e Dinheiro
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Segredos de Culinária
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas

A Sintaliga
"Conheci sites Modernos, troquei informações, contribui com novas dicas e trouxe mais amigas que assim como eu estão todas sintaligadas. Meus parabéns e um grande beijo para toda a equipe Sintaliga." Silvia Cristina Pliopas - Abril 2008 – Clique Aqui! Para ver outros depoimentos


Mídia
Veja a Sintaliga na Mídia: Orkut, Google Vídeo, Organizart, Cascudo-PASSO, Mundo Verttice, Curso de Eventos, Musicoterapia. Clique Aqui!

Mulheres com M Maiúsculo - Julho

Muitas de nós diz que não ter preconceitos, mas às vezes passamos por certas situações e então percebemos o quanto somos preconceituosas com as outras pessoas e o que pode ser pior: com nós mesmas.
Neste mês de julho pela primeira vez temos 2 Mulheres com M Maiúsculo em uma mesma entrevista: H&R e o tema é ‘Orientação Sexual’.
 
1. Hoje vocês estão tranqüilas com a orientação sexual de vocês. Mas quando foi que vocês descobriram que tinham atração por pessoas do mesmo sexo que vocês? Quantos anos vocês tinham? Como foi?
H
: Acho que por muito tempo reprimi o que sentia, até mesmo para mim. Por isso, a compreensão e aceitação dos meus sentimentos demorou um tempo. Aos 19 anos comecei a aceitar melhor e a viver o que sentia de verdade. Mesmo assim, ainda era algo proibido e errado para mim. Por uns 2 anos me sentia culpada, e na verdade, estava simplesmente seguindo o que me fazia feliz. Não desrespeitava e nem fazia nada de errado. Estava sendo sincera e feliz. Hoje entendo isso e vejo que a sociedade tem muito para evoluir nesse sentido. Respeitar os outros, mesmo que sejam diferentes de nós.
R: Desde cedo sentia algo diferente, mas sequer sabia da existência de duas mulheres juntas. Achava que era uma fantasia, um pensamento como outro qualquer e me contentava com isso. Tomei mesmo consciência, aos trancos e barrancos, aos 17 anos, quando percebi que o que eu sentia não era uma simples fantasia e sim um grande desejo. Não tinha idéia por onde começar, com quem falar, pois não conhecia ninguém, tampouco sentia-me à vontade de conversar sobre o assunto, já que só tinha dúvidas e muito medo.

2. Como foi assumir essa verdade para si mesmas?
H: Foi difícil. No começo pela sociedade, pela preocupação de não ser aceita, respeitada, etc. Depois, por perceber que teria que abrir mão de certas coisas na vida. Mas sempre soube que não conseguiria viver uma mentira e ter relacionamentos que não me completassem. Busquei minha felicidade, mesmo com as dificuldades e obstáculos que tive e ainda tenho que enfrentar.
R: Foi muito difícil e gradual. Achava que era uma fase e que o que estava sentindo passaria. Só com o tempo consegui aceitar que não iria passar e que era o que queria mesmo. Eu mesma era preconceituosa com o assunto e lutei contra meus sentimentos por muitos anos. Tinha todo um padrão de comportamento que eu achava que deveria seguir. Me desvenciliar de tudo isso levou um tempo.

3. E para a família e sociedade?
H: Na minha família teve um momento de crise, mas sempre foi meu apoio. Minha mãe aceitou e impôs para a família que me respeitassem. Hoje podemos conviver muito bem com minha família e somos aceitas por todos. Mas sabemos que é uma minoria que tem essa sorte.
Na sociedade, tentamos não nos expor muito. A gente sempre foi bem discreta e também não sentimos a necessidade de mostrar ao mundo que somos um casal. As pessoas acham que os gays são sempre diferentes, mas somos bem normais. Por isso talvez não sentimos muito preconceito no dia-a-dia.
R: Para a família foi muito complicado para aceitarem. Demorei para contar, mas meus pais já achavam que tinha algo estranho porque eu nunca aparecia com algum namorado ou contava sobre minha vida. Ninguém nunca imaginaria que eu poderia ser gay pela minha aparência ou atitudes. Acho que foi um choque. Até hoje ainda não é simples, mas aos poucos eles têm aprendido a me respeitar mais.
Na sociedade ainda me sinto muito reservada com o assunto. Não gosto de me expor no trabalho ou mesmo em lugares públicos, pois quem vê de fora tende a minimizar-nos com o rótulo de ser gay e jamais imaginaria toda nossa história e quem somos verdadeiramente.
 
4. Teve alguém que ajudou e apoiou vocês nesse momento?
H: Minha mãe. Minhas amigas. Sempre tive pessoas ao meu lado que me compreenderam.
R: Acho importante ter alguma referência de alguém que já passou por isso, mas como é um assunto delicado, nem sempre sabemos em quem confiar. Acabei me aproximando de outras meninas gays que conheci e nesta fase me afastei muito de meus amigos. Mais tarde, quando estava mais segura, contei para eles e expliquei o porquê de meu afastamento. Eles foram bem compreensivos.
 
5. Falando em sociedade, nos dias de hoje é comum vermos casais do mesmo sexo no metrô, nos parques, enfim nos lugares públicos. Vocês acham que as pessoas estão menos preconceituosas atualmente?
H: Um pouco. Ainda acho que há muito preconceito e falta de informação. Somos pessoas normais e somente desejamos ser respeitados. Não foi uma coisa que escolhi para minha vida. Não é uma opção, se fosse não escolheria o caminho mais difícil e sofredor. É quem eu sou. E aceitei ser honesta comigo mesma para ser feliz.
R: A tendência é que cada dia as pessoas sejam menos preconceituosas, mas ainda acho que está muito longe do ideal. Acho que é uma defesa humana o ato de julgar os outros e os gays são sempre um grande alvo. De qualquer modo, nunca iremos agradar à todos, mas o preconceito só irá melhorar quando as pessoas aprenderem a respeitar, aceitando que cada um tem uma forma de ser feliz.
 
6. A mídia também fala bastante do assunto, por exemplo na última semana de junho tivemos a semana da diversidade sexual no GNT. Na visão de vocês isso ajuda a diminuir o preconceito das pessoas ou é indiferente?
H: A mídia influencia muito a sociedade em geral. Por isso, acredito que poderia ajudar a diminuir o preconceito se tratassem sempre o assunto da maneira correta. E infelizmente, o gay ainda é muito caricaturizado na mídia na maioria dos casos. E com isso, gera ainda mais preconceito. Mas quando há iniciativas que mostram a homossexualidade da forma correta acho que ajudam sim.
R: Concordo. Fico triste de ver a forma com que o gay é retratado na mídia, mas já sinto uma grande melhora.
 
7. Qual Dica vocês dariam para quem está descobrindo a sua orientação sexual agora?
H: Tentar entender o que está sentindo. Ir com calma e não se esquecer de quem é. Acho que esse começo é um momento no qual a pessoa pode se sentir sozinha, sem saber que rumo seguir. Pode se afastar dos amigos para não ter que contar o que sente. Lembrem-se que quem te ama de verdade vai estar ao seu lado e te ajudar nesse momento. Acho que o principal é não tentar ser outra pessoa somente por ser diferente do padrão da sociedade. Tem que ter coragem e enfrentar as dificuldades com calma.

R: Trocar idéias com outras pessoas, principalmente por alguém que tenha passado por isso. Esperar as coisas acontecerem naturalmente, sem forçar situações. Não adianta sair atrás de qualquer um, mas ter calma, apaixonar-se e deixar acontecer.
 
8. E para aquelas que não tem coragem de se assumir?
H: Acho triste que alguém tenha que viver escondendo o que sente. Não sei se é possível manter sentimentos reprimidos por medo de encarar a realidade. Vale mais a pena buscar a felicidade real e não viver a vida que outros planejaram para a gente.
R: Acho que não adianta esconder o que se sente. Tudo o que é verdadeiro e natural uma hora ou outra irá fluir naturalmente. Basta se permitir. Nadar contra a correnteza só gera desgaste e perda de tempo.
 
9. Vocês sugerem algum livro ou site que possam ajudar a entender melhor esse tema?
H&R: A internet é uma ótima fonte de pesquisa.
 
10. Vocês gostariam de falar alguma coisa que não foi perguntada? Sintam-se à vontade.
H&R: Importante a iniciativa do Sintaliga de levar mais conhecimento sobre temas que são tratados como tabus pela sociedade. Obrigada pela entrevista. Queremos também dizer que acreditamos que a felicidade só existe quando você consegue ser verdadeiro consigo.
 
Quer fazer alguma pergunta para H&R?
Envie um e-mail para sintaliga@sintaliga.com.br e elas responderão
 
H&R, muito obrigada pela entrevista!
Viva às diferenças! Sejam muito felizes hoje e sempre!!!
Beijos e Obrigada
Tat Vegi
 
Observação: Se você quiser sugerir uma Mulher com M Maiúsculo para ser entrevistada pela Sintaliga envie um e-mail para sintaliga@sintaliga.com.br com o nome, e-mail e telefone dela e a sua justificativa. Obrigada!
 
Voltar

 

 
 

 
Blogs
Dicas
Textos


Banner Orkut - Home

Estatísticas
Em 2005 aconteceram 150.714 Divórcios concedidas em 1ª instância no Brasil. Desses 68% foram Consensuais. Dos Não Consensuais 51% foram requeridas pelas Mulheres. Fonte: IBGE

 

Perguntas Frequentes Mapa do Site Fale Conosco
Anuncie na Sintaliga Política de Privacidade Idealizada por Tat Vegi
Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar