Sintaliga - Dicas para Mulheres

Cadastre-se   Convide Amigas   Divulgue seu Blog   Envie Dicas   Envie Textos  

  login:   senha:  
Esqueci minha senha    
Bem-estar, Saúde e Beleza
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Casa, Casamento e Maternidade
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Eu Mulher
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Lazer, Cultura e Viagem
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Paixão, Sexo e Amor
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Profissão e Dinheiro
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas
Segredos de Culinária
+ Blogs Femininos
+ Clube de Vantagens
+ Dicas para Mulheres  
+ Textos de Amigas

A Sintaliga
"Mais uma vez a família da Sintaliga fica orgulhosa pela filha e pelos frutos. Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!" Antonia e Francisco- Fevereiro 2010 – Clique Aqui! Para ver outros depoimentos


Mídia
Veja os Vídeos da Sintaliga. Clique Aqui!

Mulheres com M Maiúsculo - Setembro

Untitled Document
Neste mês de setembro, em que ainda estamos com o espírito esportivo e o questionamento sobre o investimento brasileiro nos seus atletas à flor da pele, por conta das Olimpíadas, vamos conhecer algumas Mulheres com M Maiúsculo que praticam um esporte fascinante, o Hóquei Feminino: Leila, Alinne, Andreza Horácio, Camila Yamamoto, Fabíola Mitie, Monique Marinho, Naíra Neotti, Nathália Miwa Itai e Nathany P. Fioravante  

Hóquei Inline

Time AABB
1. Em primeiro lugar vou fazer a primeira que as pessoas fazem quando uma Mulher diz que joga Hóquei Feminino: "Existe Hóquei Feminino no Brasil?" É no gelo?
Leila: Hahaha Pois é, essa pergunta é clássica!! Costumo respirar fundo... (afinal a pessoa não tem culpa se já fizeram essa pergunta umas 100 vezes) e falo: Existe sim, infelizmente é pouco divulgado no Brasi... temos alguns times espalhados por SP e pelo interior, mas como o número de meninas que se interessam pelo esporte é bem menor do que o número de meninos, são poucos os campeonatos. Há uns anos atrás tínhamos mais, hoje em dia com muito esforço temos um no ano!
É muito parecido com o do gelo por causa dos equipamentos, caneleira, capacete, luva, cotoveleira etc e tal... mas aqui no Brasil jogamos o hockey in line, aquele patins com rodinhas uma na frente da outra... o disquinho (puck) também é diferente, mais leve de plástico... também tem algumas alterações nas regras, o jogo é beeeem menos violento.
Alinne: O hockey feminino existe porém não há um grande número de atletas e nem há muita divulgação. No Brasil o hockey predominante é o inLine(sobre patins de rodas em linha).
Andreza Horacio
:
O hóquei praticado no brasil é o inline, aquele em que os patins tem rodas alinhadas. Também existe o hóquei tradicional, que é com os patins de rodas paralelas e jogado com uma bolinha. O hóquei inline é muito semelhate ao hóquei no gelo: os equipamentos, as roupas, a quadra, o gol, algumas regras. Já o tradicional, lembra mais o hoquei em grama.
Camila Yamamoto: O hockey in-line (o que eu pratico) feminino está acabando no Brasil. Tenho conhecimento de apenas 3 equipes, mas incompletas, não sendo possível a organização de um campeonato.
Fabíola Mitie:
O hockey no Brasil existe sim, mas atualmente o que predomina é o hockey in line, jogado na quadra sem gelo. O hockey no gelo tentou vingar aqui, mas o custo foi muito alto.
Monique Marinho: Existe sim hóquei feminino no Brasil, apesar de ser pouco divulgado, porém não é no gelo, é em quadras mesmo, inline. Já ouvi falar que há uma quadra de hóquei no gelo no Rio de Janeiro, mas não sei se é verdade e se há um time feminino treinando... O que sei é que há vários times inline.
Naíra Neotti:
Existe sim, mas não é no gelo, é de patins in line, afinal já é bem "carinho" pois os equipamentos são todos importados, imagine para manter um rinque de gelo neste calor...
Nathália Miwa Itai:
Existiu em algum momento... hoje, o que existe é um remanescente de garotas que eram apaixonadas pelo esporte e que fazem de tudo para tentar mantê-lo vivo. Antigamente havia campeonatos femininos, a nível paulista e Brasileiro, mas sempre houve uma separação entre as diferentes federações e confederações, o que de dificultava o intercâmbio de informações e atletas. Hoje, mais velha, com 14 anos de hockey e um pouco mais informatizada, tomei conhecimento de muitas garotas que até gostariam de ter se dedicado de forma mais intensa ao esporte, mas não sabiam como e nem onde. O hockey no Brasil é o Roller hockey. O Ice hockey (sobre o gelo) é uma modalidade complicada para um país tropical com pouco investimento na área. O pouco de hockey no gelo que existiu e de que tenho conhecimento, foi em pequenos rinks, às vezes temporários, sem nenhuma estrutura para treinamento e preparo de atletas competitivos.

Nathany P. Fioravante
: Existe sim. (rsrs) Não é hockey in-line, em quadra.
 
2. Como você descobriu esse esporte? Quando começou a jogar? Em que ano? Como foi?
Leila: Sempre adorei esportes e já patinava a muito tempo... aprendi sozinha em casa com aqueles patins que eram presos no próprio tênis e depois quando ganhei um inline saía pelas ruas patinando. Parece brega mas depois que vi o filme "D2" (que é sobre ice hockey) fiquei com uma vontade maluca de jogar... sabia que no meu clube AABB tinha escolinha de hóquei tradicional (outro estilo) mas não tinha muito interesse em jogar essa modalidade.
Foi então que em 1995, quando tinha 13 anos fui ver como era um treino da escolinha... passei a maior vergonha com o meu patins inline todo colorido, com as travas laranjas e com as rodinhas verdes... me senti um ET... todo mundo usava um patins tradicional básiquinho (duas rodas paralelas, na frente e atrás com um freio na frente, pretinho, azulzinho)... o taco era pequeno, a bolinha era pesada... não foi um dia muito legal...
Mesmo assim, decidi voltar no final de semana seguinte e pedi para usar um patins tradicional, daí foi outra história!!! Como já sabia patinar com esse tipo de patins o negócio era me acostumar com o taquinho e a bolinha... o Técnico era o Fábio Bossi, o treino era tão divertido e com as amizades novas que fiz na época estava me sentindo dentro do filme "D2"!!
Alinne: Eu sempre amei o hockey e na verdade nem me lembro como descobri. Mas sei que faz tempo. Em 2002 me mudei para Amparo (interior de Sp) e em 2003 descobri que lá havia um time de hockey. Quando entrei em contato com o técnico e o patrocinador do time, não queriam me deixar treinar, afinal era um time masculino e não havia mais meninas interessadas. Então eu freqüentei o treino todos os dias durante 1 ano, mesmo sem poder treinar, eu ia assisti-lo. Em 2004 o técnico viu que eu realmente gostava do esporte e permitiu que eu treinasse se conseguisse mais meninas interessadas. Então consegui montar um time e começamos a treinar. Após um campeonato em 2005 grande parte das meninas tiveram que parar de treinar por diversos motivos, inclusive eu. Mas mesmo parando de treinar em certas épocas, eu sempre dava um jeito de voltar às quadras.
Andreza Horacio
:
Em 1997, comecei a jogar na Rock e Roller, antiga pista de patinação, localizada na zona norte de São Paulo. Eu e algumas colegas, montamos o time feminino do já existente "Revengers". Treinavamos em uma quadra de tênis de um clube da prefeitura sem nenhuma infraestrutura. Mesmo assim, competimos o campeonato paulista e eu consegui me destacar, recebendo um convite para jogar na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil).
Camila Yamamoto: Comecei na escolinha em 1995 ou 1996, não me recordo bem. Minha irmã treinava e de vez em qdo assitia aos
treinos, então o técnico (Seu Costa) me convidou pra fazer um treino, sem compromisso..

Fabíola Mitie: Descobri esse esporte em 1993, mas comecei a jogar em 1996, tudo graças a minha irmã mais velha que começou a jogar. Ainda não existia o hockey in line conhecidamente e jogado no Brasil. Comecei com o hóquei tradicional, aquele com quatro rodinhas, duas em duas uma do lado da outra. O time precisa de goleira, mas comecei na linha ... era péssima jogadora de linha, só caia. Quebrava punhos e braços, não fazia nenhum gol. Não queria ser goleira de jeito nenhum, mas a necessidade do time era maior e minha irmã insistia muito. Resolvi ajudar. No começo odiava demais ... saia chorando de quase todos os treinos. Dai me deram um equipamento novinho em folha, muita gente me ajudou e comecei a gostar. Depois disso só ganhei medalha atrás de medalha, tanto no hóquei tradicional, quanto no do in line.
Monique Marinho: Sempre gostei muito de patins, desde criança. Na pré-adolescência eu e uma amiga cismamos que queríamos praticar, ela havia visto num jornal da cidade alguma matéria sobre o time da cidade, mas nessa matéria não informava local de treino, nem nada. Com um tempo, e com sorte, ela conheceu um garoto que jogava, e ele a chamou para ver... Fui também, com outras amigas e montamos o time feminino (remontamos, porque já existia, mas tava parado, faltava iniciativa).
Naíra Neotti: Conheci o hóquei através do meu marido que joga há muito tempo, inclusive na seleção, de tanto assistir comecei a entender da coisa, então quando mudei para São Paulo em 2006 um amigo que é técnico da Portuguesa me disse que iam montar um time feminino e que iniciantes eram bem vindas não tive dúvida, fui jogar!
Nathália Miwa Itai: eu não descobri, um vizinho me chamou para jogar "hockey" no parque do Ibirapuera, sob a Marquise. E eu fui, sem nem saber ficar de pé sobre um patins e depois de ter jurado que nunca mais o colocaria no pé de novo, após meu primeiro tombo. Era 1994, estava com 10 anos. Depois da experiência e querendo um lugar um pouco mais plausível para jogar e patinar, procurei pistas de patinação (rock and roller, rollerbrothers, ocean drive), até que certo dia meu pai me levou à AABB para conhecer o time de hockey feminino que começava a se formar por lá. Era o começo do time por lá, participei de um treino com as meninas e acabei sendo aceita pelo time. Desde então, nunca mais deixei o esporte, pelo menos, não de forma definitiva.
Nathany P. Fioravante: No club onde sou sócia tem essa modalidade. Comecei em 2004. Muito bom o começo, tinha vários jogos, o time é super unido, mais como era nova no time, ou seja, 'bixete'... tive que paga alguns micos que as veteranas pediam, mais era super legal!!!
 

Leila

Fabíola e Paloma
3. Em que time/clube você joga e já jogou?
Leila: Desde o primeiro dia até hoje jogo pela AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) sou apaixonada pelo clube, pelo pessoal do do hockey de lá... sou AABB pra sempre! hehehe
Fora a AABB joguei pela equipe do BR Wizard's na NARCH (North American Roller Championchips Hockey) em 2006 no Canadá.
Alinne: Treinei e joguei para Amparo Bees, e treinei durante alguns meses na Br Wizards.
Andreza Horacio
:
Revenger´s, AABB e São Paulo.
Camila Yamamoto: AABB-SP e Br-wizard’s.
Fabíola Mitie: Joguei no clube AABB-SP (Associação Atlética do Banco do Brasil). O time chama FHT (Time de Hockey Feminino).
Monique Marinho: Spawns' Hockey.... De Pirassununga- interior de São Paulo.
Naíra Neotti: Jogo pela Portuguesa, mas no momento estamos sem time, então jogo só de vez em quando quando faltam os goleiros do masculino, ou quando há algum campeonato que dá pra jogar times mistos inter clubes.
Nathália Miwa Itai: Meu primeiro time foi a AABB, joguei até o momento de cursar a faculdade e os horários dificultarem as coisas. Agora faço parte do Br Wizards.
Nathany P. Fioravante: Tenho dois times que jogo hoje em dia, AABB e LFHI(Liga Feminina de Hockey In-line), treino no club AABB.
 
4. Qual é o número da sua camisa? Por que você escolheu esse número?

Leila: Bem, na época que jogavámos tradicional a numeração era apenas de 1 a 10 (eram 2 goleiras e 8 jogadoras de linha) então tínhamos que escolher do 2 ao 9... mas as titulares do time já tinham cada uma o seu número, quando eu era escalada para jogar ficava com o número que "sobrava". Quando (Graças a Deus) inventaram a categoria aspirantes, que era formada pelas novatas dos times pude escolher o meu número, não foi muito difícil escolher pois nessa época tinha uma admiração enorme por uma atleta... eu achava ela demais! Ela era esforçada nos treinos, jogava muito bem, engraçada, gente boa, muito legal com as novatas (eu) e enquanto a gente ficava de bobeira pelo clube antes do treino, eu via ela estudando para passar na USP.... Pois é Tat, VC era minha ídola!! rs
Então escolhi o número 7 para jogar e esse número me acompanha até hoje como meu número da sorte em milhares de situações... inclusive casei no dia 07/07/07!!!
Alinne: Nome da respondente:
O meu número é 16. Sempre gostei e o considerei o meu "número da sorte", sem ter exatamente um porquê. Mas 16 é o numero que sempre escolho em todas as situações.

Andreza Horacio
:
91. Não tem nenhum motivo especifico.
Camila Yamamoto: nº 58. Nada de especial nem superstição. Apenas simpatia pelo nº.
Fabíola Mitie: O número da minha camisa é #00. Escolhi esse número pois é o começo de tudo. Você não é o melhor nem o pior do time pelo número da camisa. E o #00 para mim é a representação disso. Você é o que seu time é.
Monique Marinho: 77. Quando pequena eu morava no 7º andar, e acabei pegando amor pelo número 7! Hehe...Bom, daí eu quis logo dois números 7! ehehe.
Naíra Neotti: Não sou supersticiosa, sempre jogo com o que sobrar...mas se escolher gosto do 11, não sei bem porque.
Nathália Miwa Itai: Meu número é 21, dia do meu aniversário. Tenho fixação por ele, desde sempre!
Nathany P. Fioravante: Meu número é o 42. Não escolhi, ele que venho ao meu encontro, o número 42 me persegue, (rsrs) e não largo por mais nenhum número.

 
5. Você é atacante, defesa, 'meio-de-campo' ou goleira?

Leila: Costumo jogar de "meia" (meio de campo), aquela que ataca mas que tem que voltar correndo para fazer a defesa.
Alinne: jogando como ataque, mas ultimamente tenho jogado como defesa.
Andreza Horacio
:
Sou goleira.
Camila Yamamoto: Defesa, mas comecei como atacante.
Fabíola Mitie: Sou goleira.
Monique Marinho: "Meio-de-campo"- Aquela posição que ajuda todo mundo... hehehe.
Naíra Neotti: Goleira, até o ultimo fio de cabelo, nunca quis nem tentar jogar em outra posição, adoro o gol!!
Nathália Miwa Itai: Sou defesa... Geralmente a última jogadora.
Nathany P. Fioravante: Sou defesa.

 
6. Você já foi para a Seleção Feminina de Hóquei do Brasil? Em caso positivo, como foi? Qual é a sensação de usar a 'camisa verde-amarela' e representar seu país?

Leila: Sim, já representei o Brasil na Argentina e no Canadá pela equipe Br Wizard's... em todos os campeonatos não tem como explicar o que é, estar representando o Brasil na quadra!!
Vc olha pra nossa bandeira... e em seguida pensa: "Agora vcs vão ver!!"
Nas duas vezes que fomos para a Argentina ficamos em vice, porém sem comentários para as falcatruas argentinas que ficamos conhecendo lá!!
No Canadá, a história foi completamento diferente... pudemos jogar em rinks oficiais com toda uma estrutura profissional. Jogamos contra times do EUA, Canadá, Japão, França e conseguimos ficar em 3º lugar!!! Uma conquista inesquecível, realmente a realização de um grande sonho!
Alinne: Nunca joguei representando o Brasil.
Andreza Horacio
:
Sinceramente nunca tivemos incentivo do governo e nunca dependemos de patrocínio para competir fora do país. Por incrível que possa parecer, TODAS as vezes que disputamos campeonatos sulamenricanos na Argentina ou campeonatos mundiais no Canadá e EUA, os atletas pagaram as suas despesas. Passagem, hospedagem, uniforme e até taxa de participação do campeonato, tudo era por nossa conta.
Por isso, o "peso" da camisa nunca foi tão importante. Queríamos vencer para nos superar, para provar que apesar das dificuldades e despesas, amamos o esporte. Conquistei dois vice-capeonatos e o título de melhor goleira na Argentina e o bronze em um capeonato mundial no Canadá.

Camila Yamamoto: Sim, já representei meu país (não digo que tenha sido uma seleção), em 2005 (Sulamericano), vestindo a camisa verde-amerela na Argentina, mas não tenho boas recordações. O representante da nossa Confederação não nos apoiou em momento algum, e nem se deu ao trabalho de aparecer em nossos jogos. Pareceu que ele foi a turismo mesmo. Não sei se vale, mas em 2006 e julho de 2008, participei de um campeonato norte-americano. A equipe foi composta por brasileiras e canadenses, em 2006, e por brasileiras e americanas em 2008, mas ambas as vezes, representando uma esquipe brasileira. Na 1ª experiência, terminamos em 3º lugar. Na mais recente chegamos até às quartas de finais, que perdemos. A experiência de ir para América do Norte (Toronto-ON-CAN e San José-CA-USA) foi maravilhosa! Bem diferente da de 2005.
Fabíola Mitie: Sim sim ... fui da seleção brasileira de hockey in line. Nossa ... usar a camisa e defender o Brasil é muita responsabilidade. Muita pressão e muito emocionante. Tive um orgulho e honra imensos. Não há descrição suficiente. Só jogando pra saber!
Monique Marinho: Infelizmente nunca fui. O hóquei feminino já é pouco reconhecido, quando se fala em time do interior, a coisa triplica.
Naíra Neotti: Ainda não tive esta oportunidade, mas deve ser uma delícia.
Nathália Miwa Itai: Falar em seleção feminina é algo delicado. Os times femininos de Roller hockey nunca tiveram grande incentivo. Representei o país em três oportunidades: sulamericano em 2002, Narch 2006 e Narch 2008. Observando que a Narch (North American Roller Hockey Championship) não é um campeonato de seleções e sim de times. Mas o nosso time, Br Wizards era o único time de raízes Brasileiras nas duas ocasiões.
Nathany P. Fioravante: Já sim. Nooossaaa muito bom representar o Brasil, foi uma sensação única, foi em um campeonato sulamericano e a gente foi vice campeã.

 
7. O que o Hóquei significa na sua vida?
Leila: Em determinado momento da minha vida significada TUDO, não conseguia me imaginar fazendo outra coisa, depois virou um esporte e hoje é apenas um hobby.
Mas com certeza sempre fará parte da minha vida, porque além de eu simplesmente amar jogar... foi nele que conheci minhas melhores amizades, que tenho até hoje e que não troco por nada nesse mundo.
Alinne: Eu sempre amei o hockey e costumo dizer que ele é o meu "primeiro amor". Já perdi a conta de quantas vezes tive que parar de treinar, ou por falta de dinheiro, ou de tempo, ou por ter me machucado jogando. Mas sempre consegui voltar a treinar, afinal "primeiro amor a gente nunca esquece". Andar de patins e jogar hockey me fazem esquecer um pouco da vida. Dentro da quadra ninguém tem tempo de pensar em problemas, ou qualquer outra coisa que aborrece, e é isso que eu mais gosto no hockey, como ele me faz sentir melhor. Sem contar que é um esporte completamente diferente, autêntico, ainda mais quando se tem meninas jogando. Eu amo sair com minha Jersey na rua, e as pessoas olham e pergunta: "nossa que legal! Você joga?". Ai pronto, começo a falar e não paro nunca mais. O meu irmão tem 9 anos, já dei um patins pra ele e sempre que tenho tempo eu o ensino a patinar. Quero muito que ele seja um jogador de hockey, alguém com personalidade, afinal, todos os jogadores de hockey tem muita.
Andreza Horacio
:
O hóquei me ensinou muita coisa. Superação, respeito, trabalho em equipe. Mas acima de tudo me mostrou a importância do esporte na vida dos adolescentes. Vi muitos amigos se perderem nas drogas porque não tinham um objetivo maior, um foco, um desejo de ser atleta. Por isso, hoje, como mãe, desejo que meu filho também tenha esta paixão pelo esporte que eu tive. Se for pelo hóquei, melhor ainda, rsrsrs!
Camila Yamamoto: Não me imagino vivendo sem praticar esse esporte. Me ensinou muitas coisas, fiz (e ainda faço) muitas amizades, me sinto completa quando estou em quadra, jogando.
Fabíola Mitie: Não vou dizer que o hockey na minha vida é tudo, porque não faço os acontecimentos e coisas na minha vida serem ela própria. Minha vida só é o que ela é pelo conjunto de tudo. Mas o hockey me ajudou muito a crescer e assim como um time, ajudar as pessoas ao meu redor, ter um convívio social muito melhor, me empenhar para conseguir conquistar objetivos, me tornar uma pessoa responsável, viajar e conhecer lugares que nunca fui. Diversão sempre e para sempre também uma segunda família.
Monique Marinho: Cara, hóquei é meu esporte, meu hobby, minha paixão. Tinha vez que acordávamos 4 da manhã pra estar na quadra as 5 horas, uma vez que não temos muitos incentivos, e disputamos a quadra com outros esportes. Sempre que chegava a galera do futebol, perdíamos a quadra.
Naíra Neotti: hóquei na minha vida é diversão, sempre que jogo fico muito feliz...pena que não dá para jogar com mais freqüência... .
Nathália Miwa Itai: Esporte. Com tudo o que o esporte, bem praticado pode significar. O hockey é um esporte coletivo, ele ensina trabalhar em grupo. Permite amizades cúmplices, dá aquela adrenalina antes de jogos, nos faz dormir bem. Nos ajuda a focar energias, a nos concentrar no que é importante. É uma válvula de escape, porque dentro da quadra, com aquelas meninas que se tornam nossas irmãs, nos faz perceber que tudo tem jeito. Que problema nenhum é tão grande. Entrar na quadra, em uma final com arquibancada cheia, todos gritando e só escutar a voz do técnico e da parceira do seu time, te chamando e dando instruções; não tem preço. Mas isso é uma coisa que só muita confiança pode trazer. Disciplina, cumplicidade, humildade, parceria, doação pessoal... são coisas que a gente aprende quando a gente está ligado a um esporte de verdade!
Nathany P. Fioravante: O hóquei pra mim significa uma segunda Família, onde todo mundo ajuda todo mundo, sempre em harmonia, e não tem nada de esporte bruto.
 
8. Você ainda pratica o esporte? Em caso positivo, pensa em parar? Quando? Em caso negativo, por que parou de jogar?
Leila: Não pratico mais, apenas apareço de vez em quando para jogar um pouco... parei em 2006, depois que voltei do Canadá... vendi meu carro para pagar a viagem e estava na hora de parar de gastar minhas economias com o hockey... tinha conseguido continuar jogando mesmo trabalhando (muito) e estudando, mas agora tenho outros planos e infelizmente precisamos escolher uma coisa pra se dedicar 100%.

Alinne: Pratico e não pratico. Como não há mais nenhum time que treine perto da minha casa, tive que me afastar novamente.
Mas sempre desço na quadra do prédio onde moro para treinar um pouquinho que seja. Formamos um time atualmente juntando meninas do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, ao qual faço parte, e estamos com 3 campeonatos previstos até o fim do ano.

Andreza Horacio
:
Parei de jogar há dois anos. Casei, engravidei, estava fazendo pós graduação e estou trabalhando e o corpo também não responde como antigamente. Mas de tempos em tempos tenho alguns sonhos com quadras e sticks.... e acordo morrendo de vontade de jogar.
Camila Yamamoto: Ainda pratico sim e pretendo continuar até que alguma força maior me impeça de continuar. Costumo dizer às pessoas que eu tenho um único e imenso vício: o hockey! Já pensei parar, mas depois de alguns meses parada não tem como, eu retorno às quadras!
Fabíola Mitie: Parei de treinar no meio do ano passado. Quando a gente cresce e começa a estudar pra valer e trabalhar, não sobra tempo mais pra nada. Esse ano eu ainda joguei no 1º Semestre, mas difícil é conseguir tempo pra treinar como treinava antes. Infelizmente faz muita falta. Ano que vem uma das minhas prioridades é voltar a jogar. Já faz parte da minha vida e deixar assim, não é fácil, ainda mais quando são consequências que fazem você parar e não vontade.
Monique Marinho: Infelizmente não. Tivemos problemas com a quadra aqui, e o feminino parou, e no meu caso, saí de Pirassununga, então não há tempo de correr atrás de quadra, como antes. Gostaria MUITO de voltar a jogar, mesmo porque, é o único esporte que eu gosto, e é importante ter alguma atividade física pra fazer.
Naíra Neotti: Como o na Portuguesa não tem mais o time feminino, treino bem raramente com o masculino e jogo campeonatos que possibilitam inscrição individual, este ano joguei o campeonato de linhas.
Nathália Miwa Itai: Praticar é uma palavra forte. Eu tento me manter próxima ao esporte, vou a treinos esporádicos, quando tem, me dedico dentro das possibilidades do meu trabalho e do meu estudo. Apesar do hockey ter uma grande importância para mim, não é um esporte de grande reconhecimento de forma que não posso viver dele. Contento-me, hoje em jogar dentro das possibilidades, coisa que só pararei de fazer quando não for mais possível MESMO. Não sou a pessoa mais dedicada a divulgar o esporte, mas o que for possível fazer, tentarei, tbm.
Nathany P. Fioravante: Pratico sim, penso em parar de jogar quando atingir uma certa idade, mas continuarei a patinar até quando puder, isso não largo mão.


Natália Miwa
9. Você gostaria de falar alguma coisa que não foi perguntada? Sinta-se à vontade.
Leila: Putz, pra variar.... já falei demais!!! rsrsrs
Alinne: O hockey é um esporte bom tanto para o psicológico, quanto para o físico dos atletas. A sensação que se tem quando esta na quadra e a "coisa" boa que se sente após cada jogo, ganhando ou perdendo, não da pra explicar! E ainda a amizade entre os jogadores, técnicos e todos aqueles que nos acompanham é uma coisa muito legal e incentivadora. Por isso aconselho todos a pelo menos pensarem na possibilidade de praticar hockey um dia, mesmo que somente por diversão.
Andreza Horacio

Camila Yamamoto: Como o hockey feminino in-line também está acabando, 2 amigas e eu tivemos a iniciativa de juntar todas as meninas que conseguimos para montar uma Liga. Em nome da Liga, a princípio vamos tentar entrar em torneios mistos não-oficiais para defender as mulheres (sim uma equipe totalmente feminina) até conseguirmos reerguer o nº de praticantes no Brasil para voltar a ter campeonatos femininos. No entanto, estamos em busca de patrocínio para nos ajudar a custear as viagens, visto que a maioria das meninas são de São Paulo e os torneios não-oficiais são realizados em cidades distantes. Como foi uma idéia que surgiu esse ano, ainda precisamos trabalhar muito, mas dias 06 e 07/09 teremos uma equipe feminina participando de um Torneio em Goiânia. Estamos desenvolvendo também um blog da Liga (http://alinnee.wordpress.com) para ajudar na divulgação. Se puder, acesse e divulgue, por favor!
Fabíola Mitie: Gostaria de falar da falta de patrocínios e apoio ao esporte com relação ao feminino no Brasil. É uma das consequências gravíssimas de que o esporte não vai pra frente. Esse esporte é visto como violento e somente para homens. Um outro erro, pois o hockey in line tem várias penalidades para jogadas violentas e muitas meninas que jogam de igual para igual sem perder a feminilidade e sem frescuras durante o jogo. Também gostaria de dizer que neste mundo masculino, há também uma árbitra, a primeira do Brasil, senão da América Latina que apita tanto os jogos masculinos quanto os femininos. O nome da árbitra é Paloma Sumie Moura Tsutsui e que com muito orgulho é minha irmã, a grande incentivadora do hockey, seja ele para mulheres ou homens, no gelo ou na quadra, tradicional ou in line. E também por eu ter participado durante grande parte da minha vida de um esporte tão vivo e intenso. É para ela que dedico cada medalha e alegria conquistada durante este período. Te amo! E Tat ... muito obrigada pela entrevista e pelo apoio de sempre as mullheres, não só do hockey, mas a todas guerreiras!!!
Monique Marinho: Achei interessante essa iniciativa de entrevistar a mulherada do hóquei, precisamos de mais incentivos!!! Também acho que seria interessante criar um site só pro hóquei feminino no Brasil, para mantermos contato e tal, tô procurando um time, que não tenha mensalidade pra pagar, hehe... Se alguma menina souber criar um site, acho que seria de extrema importância pro esporte! Um beijão mulherada!
Naíra Neotti: Gostaria apenas de aproveitar o espaço para parabenizar todos envolvidos em fazer o hóquei feminino acontecer no Brasil, sabemos das dificuldades e mesmo assim não desistimos!!! Um beijo
Nathália Miwa Itai: Antes de mais nada, Obrigada Tat por esse espaço que está dando ao nosso esporte. O hockey não é esporte de homem. Apesar de ser um esporte de alto impacto, é somente mais um esporte, que exige, de quem o pratica, tempo, determinação, doação. Praticá-lo me trouxe muito mais que um ou outro hematoma (devo dizer que me machucava mais quando tentava jogar hand), trouxe experiência que jamais seria possível descrever. Minha melhor amiga é do hockey. Foi dentro das quadras que eu aprendi a ler seus olhares e entender o que ela queria de mim. O hockey não precisa só de dinheiro, ele precisa de uma chance de ser mostrado, para atrair mais interessados, jovens, crianças dispostas a perpertuar o esporte. Ele precisa da união das pessoas que até hoje fazem parte dele..
Nathany P. Fioravante: Gostaria que o Hóquei fosse um esporte mais divulgado aqui no Brasil, são vários times espalhados pelo país todo e poucas pessoas o conhecem. A falta de patrociníos também não ajuda a existência dessa modalidade. Quem sabe se existisse essa divulgação e incentivo não estariamos competindo mais e representando o nosso país. Gostaria também de fazer uma pequena propaganda aqui: Quem quiser saber um pouco mais sobre o Hóquei Feminino é só entrar no link (http://alinnee.wordpress.com), ou também no mais conhecido ORKUT, nas comunidades, comunidade da LFHI-> Hockey Feminino comunidade da AABB-> FHT - HOCKEY FEMININO AABB-SP
Obrigada Tatiana Vegi pela oportunidade de divulgar o esporte.
 
Mulheres do Hóquei, muito obrigada pela entrevista!
Vocês sabem que sou realmente APAIXONADA pelo Hóquei Feminino, amor antigo...
Beijos e Obrigada
Tat Vegi
 
Observação: Se você quiser sugerir uma Mulher com M Maiúsculo para ser entrevistada pela Sintaliga envie um e-mail para sintaliga@sintaliga.com.br com o nome, e-mail e telefone dela e a sua justificativa. Obrigada!
 
Voltar
 

 

 
 

 
Blogs
Dicas
Textos


Banner Orkut - Home

Estatísticas
Em 2005 aconteceram 150.714 Divórcios concedidas em 1ª instância no Brasil. Desses 68% foram Consensuais. Dos Não Consensuais 51% foram requeridas pelas Mulheres. Fonte: IBGE

 

Perguntas Frequentes Mapa do Site Fale Conosco
Anuncie na Sintaliga Política de Privacidade Idealizada por Tat Vegi
Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar